Espécie da Semana: Sardão (<em> Timon lepidus </em>)
Sardão: O gigante dos répteis ibéricos
O Sardão (Timon lepidus) é um dos répteis mais impressionantes da Península Ibérica, sendo o maior lagarto da região. Pertencente à família Lacertidae, destaca-se pelo tamanho, corpo robusto, cores vibrantes e comportamento territorial. Na Casa Serra à Vista, este réptil pode ser observado em áreas ensolaradas em superfícies expostas, sendo uma espécie importante para a manutenção do equilíbrio ecológico local.
Características Específicas:
Nome Científico: Timon lepidus
Família: Lacertidae
Distribuição: Nativa em Portugal, Espanha, Sul de França e Noroeste de Itália, sendo uma espécie característica da região mediterrânica.
Dimensões: Até 90 cm de comprimento, incluindo a cauda.
Coloração: Apresenta tons esverdeados vibrantes, com manchas azuladas nas laterais do corpo, especialmente nos machos adultos.
Alimentação: Omnívoro, alimenta-se de insetos, pequenos vertebrados, frutas e plantas.
Comportamento e reprodução
Durante o período de acasalamento, os machos tornam-se altamente territoriais. Utilizam exibições corporais, como inchar o corpo e abanar a cauda, acompanhadas de movimentos rápidos e posturas agressivas para atrair as fêmeas e afastar rivais. A postura dos ovos ocorre em locais protegidos, com incubação que dura cerca de dois meses. Os juvenis apresentam cores mais discretas, tornando-se progressivamente mais vibrantes com a maturidade.
Características Ecológicas
O Sardão prefere habitats abertos e ensolarados, como zonas rochosas, matas abertas e áreas de vegetação densa com arbustos. É um excelente indicador da qualidade ambiental, já que depende de habitats bem preservados. Além disso, este réptil desempenha um papel importante como predador de insetos e pequenos animais, ajudando a controlar pragas.
Sabias que?
Longevidade: O Sardão pode viver até 20 anos em condições favoráveis.
Cores Vibrantes: A coloração não só proporciona camuflagem eficaz no ambiente natural, como também pode desempenhar um papel na atração de parceiros durante a época de reprodução.
Autotomia Caudal: Quando ameaçado, é capaz de soltar parte da cauda para distrair predadores, regenerando-a posteriormente. Este processo de regeneração pode demorar vários meses, dependendo das condições ambientais e da saúde do indivíduo.
Escavações e Abrigos: Utiliza buracos no solo, fendas em rochas e troncos caídos como refúgio contra predadores.
Agilidade: Apesar do seu tamanho, é extremamente ágil para escapar de ameaças.
Importância Cultural: Existe um mito persistente de que esta espécie é perigosa ou até venenosa, o que não é verdade. Desmistificar estas crenças é essencial para promover a sua preservação e valorização.
O Sardão na Casa Serra à Vista
Na Casa Serra à Vista, o Sardão encontra boas condições para prosperar. O nosso espaço inclui áreas abertas, adjacentes a vegetação variada, proporcionando refúgio e alimento para esta espécie fascinante. A sua presença é mais um sinal do impacto positivo que o nosso alojamento tem na preservação ambiental e a valorização da biodiversidade local.
Fontes e Referências Científicas:
Museu Virtual Biodiversidade - Descrição ecológica e comportamental do sardão.
Santos I., Azevedo A., Correia F. e Bandeira V. (2024). Guia de Anfíbios e Répteis do BioRia. Câmara Municipal de Estarreja. Estarreja. 346pp.
IUCN Red List - Estatuto de conservação e distribuição da espécie.
Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal - Informações detalhadas sobre répteis em Portugal.
BioDiversity4All - Registos de observação do sardão em Portugal.
Animalia - Estudos sobre comportamento, territorialidade e reprodução do sardão.