Espécie da Semana: Rã-verde (<em>Pelophylax perezi</em>)

Rã-verde: Um símbolo de biodiversidade no nosso charco

A Rã-verde (Pelophylax perezi) é um dos anfíbios mais emblemáticos da fauna portuguesa, desempenhando um papel crucial na manutenção do equilíbrio ecológico. Reconhecida pela sua variação de cores, predominantemente verdes e castanhas, adapta-se facilmente ao ambiente, utilizando a camuflagem como mecanismo de proteção. Esta espécie pode ser encontrada nas várias massas de água da Península Ibérica, incluindo o charco temporário da Casa Serra à Vista, onde pode também ser observada.

Características Específicas:

  • Nome científico: Pelophylax perezi

  • Família: Ranidae

  • Distribuição: Comum na Península Ibérica e no Sul de França.

  • Dimensões: 6-10 cm de comprimento. Com dimorfismo sexual, sendo as fêmeas maiores que os machos.

  • Alimentação: Maioritariamente herbívoros na fase larvar, tornando-se predadores de insetos, na fase adulta.

  • Habitat na Casa Serra à Vista: Esta espécie é encontrada com regularidade num pequeno charco temporário do nosso espaço, principalmente durante a primavera.

Comportamento e reprodução:

Com uma atividade notável ao longo do ano, a Rã-verde alterna entre hábitos diurnos e noturnos. É comum avistá-la nas margens de charcos e lagos, onde permanece atenta,  saltando para a água ao menor sinal de perigo.

A sua reprodução está também intimamente ligada à água, pois os ovos são depositados entre a vegetação aquática, sendo a fecundação externa. As larvas passam cerca de 2 meses no local onde eclodem, passando por um processo de metamorfose, que lhes permite desenvolver meios de locomoção terrestre.

Características Ecológicas:

A Rã-verde é um importante predador de insetos e de outros invertebrados, sendo importante no controlo de populações de espécies consideradas como pragas. Simultaneamente, é uma importante presa para diversas aves, répteis e mamíferos, desempenhando um papel fundamental na cadeia alimentar. Esta espécie é também sensível à qualidade da água, principalmente durante a fase larvar, podendo ser usada como um bioindicador.

Sabias que?

  • Coaxar: Os machos emitem vocalizações únicas e melodiosas para atrair as fêmeas na época de reprodução, enchendo o espaço com “música biológica”.

  • Saltos impressionantes: Esta rã é conhecida pela sua habilidade para saltar longas distâncias, podendo produzir impulsos para saltos de até 1 metro.

  • Metamorfose: Como outros anfíbios, a Rã-verde passa por uma transformação fascinante, desde larva aquática (girino) até ao adulto terrestre, podendo demorar apenas cerca de 2 meses.

  • Metamorfose atrasada: Alguns indivíduos têm a capacidade de atrasar este processo permitindo que larvas mais pequenas atinjam o tamanho máximo, antes de se tornar adultos.

  • Bioindicadores: A presença desta espécie em massas de água pode ser vista como um sinal de boa qualidade ambiental.

A Rã-verde na Casa Serra à Vista:

Nos habitats naturais da Casa Serra à Vista, as Rãs-verdes podem ser observadas num pequeno charco. Esta área é monitorizada regularmente para garantir que espécies como este anfíbio prosperem, oferecendo aos visitantes a oportunidade para observarem, fotografarem e ouvirem esta espécie.

Fontes e Referências Científicas:

  1. cienciaviva - Informações gerais sobre a espécie.

  2. biodiversity4all - Dados sobre Pelophylax perezi e ecossistemas relacionados.

  3. Wikipedia - Espécies de anfíbios em Portugal.

  4. Santos I., Azevedo A., Correia F. e Bandeira V. (2024). Guia de Anfíbios e Répteis do BioRia. Câmara Municipal de Estarreja. Estarreja. 346pp.

  5. ICNF-livro vermelho - Avaliação de conservação da Rã-verde.

  6. Capacidade de salto da Rã-verde – Dados de performance de salto da espécie.

  7. Metamorfose atrasada – Condições que levam ao atraso de desenvolvimento das larvas.

Anterior
Anterior

Espécie da Semana: Picanço-real (<em>Lanius meridionalis</em>)

Próximo
Próximo

Espécie da Semana: Coruja-do-mato (<em>Strix aluco</em>)